
O número de empresas inadimplentes no Brasil chegou a 9,1 milhões em junho, segundo o levantamento citado na pesquisa. Micro e pequenas empresas do setor de serviços representam uma parcela relevante desse universo.
O dado mostra que a dificuldade financeira das empresas brasileiras é mais ampla do que casos isolados de grandes companhias. A recuperação judicial da Casas Bahia, por exemplo, acontece em um ambiente no qual milhões de outros negócios também enfrentam problemas para cumprir suas obrigações.
Por que a inadimplência empresarial importa
Uma empresa inadimplente não necessariamente está perto de fechar as portas. Mas a dificuldade para pagar dívidas reduz sua capacidade de tomar novos empréstimos, investir e expandir as operações.
Para pequenas empresas, o problema pode ser ainda maior porque elas geralmente possuem menos acesso a fontes alternativas de financiamento.
Quando o crédito bancário fica mais caro ou mais difícil de conseguir, a empresa pode adiar a compra de equipamentos, contratar menos funcionários ou reduzir estoques.
O efeito sobre a economia
A saúde financeira das empresas influencia diretamente a economia.
Empresas com dificuldades financeiras tendem a investir menos. Se o problema se prolonga, também podem reduzir contratações ou cortar custos.
Isso pode afetar o consumo e o crescimento econômico.
Existe ainda um efeito sobre os bancos: quanto maior a inadimplência, maior a necessidade de avaliar cuidadosamente para quem o crédito está sendo concedido.
O varejo é um dos setores mais pressionados
O crescimento das recuperações judiciais no varejo reforça esse quadro. O setor enfrenta juros elevados, crédito caro e concorrência cada vez maior.
A situação da Casas Bahia é um exemplo de grande porte, mas o número de empresas inadimplentes mostra que o problema alcança negócios de diferentes tamanhos.
O comportamento do crédito será um dos pontos importantes para acompanhar daqui para frente. Uma melhora na capacidade de pagamento das empresas pode ajudar a recuperação da atividade. Uma deterioração, por outro lado, pode aumentar a pressão sobre investimentos e empregos.

