O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) está relacionado às operações de empréstimo de curtíssimo prazo entre bancos. A taxa CDI, por sua vez, é uma das principais referências usadas no mercado financeiro brasileiro e influencia a rentabilidade de diversos investimentos de renda fixa.
Como funciona
Os bancos realizam operações entre si para ajustar seus níveis de caixa. A taxa média dessas operações serve como referência para a chamada taxa DI, que é amplamente conhecida no mercado como CDI. Na prática, ela costuma acompanhar de perto a Selic, porque as duas estão ligadas às condições de liquidez e aos juros do mercado.
Por isso, quando a Selic sobe ou cai, a taxa CDI normalmente se movimenta na mesma direção. Essa relação faz com que o CDI seja usado como referência para diversos produtos financeiros.
Por que o CDI é importante
É comum encontrar investimentos que prometem uma rentabilidade equivalente a um percentual do CDI. Um CDB que paga “100% do CDI”, por exemplo, busca oferecer uma remuneração próxima à taxa CDI do período. Já um investimento que paga 110% do CDI oferece uma taxa proporcionalmente maior.
O CDI também ajuda o investidor a comparar diferentes aplicações de renda fixa. No entanto, olhar apenas o percentual do CDI não é suficiente: é preciso considerar também prazo, liquidez, impostos, riscos e outras condições do investimento.
Embora os termos “CDI” e “taxa CDI” sejam frequentemente usados como sinônimos, tecnicamente eles não significam a mesma coisa. CDI é o certificado relacionado às operações interbancárias, enquanto a taxa usada como referência para investimentos é a taxa DI.
