Juros compostos são juros calculados sobre o valor inicial mais os juros acumulados nos períodos anteriores. Por isso, são conhecidos como “juros sobre juros” e fazem o valor de uma dívida ou de um investimento crescer de forma acelerada ao longo do tempo.
Como funcionam
Nos juros compostos, os rendimentos de cada período passam a fazer parte do valor sobre o qual serão calculados os juros seguintes. Dessa forma, quanto mais tempo o dinheiro permanece aplicado ou a dívida permanece em aberto, maior tende a ser o efeito da capitalização.
Por exemplo, imagine um investimento de R$ 1.000 que rende 10% ao período. Após o primeiro período, o saldo passa para R$ 1.100. No segundo, os 10% são calculados sobre R$ 1.100, e não mais sobre os R$ 1.000 iniciais. O saldo chega a R$ 1.210. No terceiro período, os juros são calculados sobre R$ 1.210, levando o saldo a R$ 1.331.
Por que isso importa
O efeito dos juros compostos pode trabalhar a favor ou contra uma pessoa. Em investimentos, a capitalização permite que os rendimentos também passem a gerar novos rendimentos, favorecendo o crescimento do patrimônio ao longo do tempo.
Em dívidas, ocorre o mesmo processo, mas no sentido contrário. Se os juros não forem pagos e forem incorporados ao saldo devedor, os períodos seguintes terão uma base maior para a cobrança. Por isso, dívidas com juros elevados podem crescer rapidamente.
O resultado dos juros compostos depende principalmente do valor inicial, da taxa de juros, do período e da frequência de capitalização. Assim, tanto para investir quanto para tomar crédito, entender como os juros se acumulam ajuda a avaliar melhor o custo ou o potencial de uma operação.
