Juros nominais são a taxa de juros apresentada em uma operação financeira sem descontar o efeito da inflação. É o percentual que aparece, por exemplo, em um empréstimo, financiamento ou investimento para indicar quanto o valor vai crescer ou quanto será cobrado em determinado período.
Como funciona
Imagine um investimento que rende 10% ao ano. Esses 10% representam a taxa nominal, independentemente de a inflação no mesmo período ser de 3%, 6% ou 10%. Para saber quanto houve de ganho em termos de poder de compra, é necessário comparar a taxa nominal com a inflação e calcular os juros reais.
O mesmo vale para uma dívida. Se um empréstimo cobra juros nominais de 15% ao ano, essa é a taxa contratada para a operação. No entanto, o custo real da dívida depende também da inflação e de outros encargos que possam existir.
Juros nominais x juros reais
A principal diferença é que os juros reais consideram a perda de poder de compra causada pela inflação, enquanto os juros nominais não. Por exemplo, se uma aplicação rende 10% ao ano e a inflação é de 4%, o rendimento nominal continua sendo 10%, mas o ganho real será menor.
Por isso, analisar apenas a taxa nominal pode dar uma visão incompleta sobre uma operação financeira. Em investimentos, os juros reais ajudam a entender o aumento efetivo do poder de compra. Em dívidas, permitem avaliar o custo financeiro depois de considerar a inflação.
Na prática, a taxa nominal é o percentual diretamente observado na operação, enquanto a taxa real mostra o resultado depois de considerar a variação dos preços.
